A abstenção na segunda volta das eleições presidenciais de hoje nos 68 concelhos em situação de calamidade ficou entre os 29,84% e os 51,94%, com Nazaré a liderar a abstenção e Vila do Rei com a menor taxa.
O Governo decretou situação de calamidade em 68 concelhos devido às tempestades que atingiram várias zonas do país, nomeadamente nos distritos de Leiria, Santarém, Coimbra, Castelo Branco e Aveiro.
O concelho em situação de calamidade com maior taxa de abstenção foi Nazaré com 51,94%, seguido de Pombal (51,86%), Murtosa (51,37%), Alvaiázere (49,94%), Mira (48,66%), Marinha Grande (47,86%), Figueiró dos Vinhos (47,71) e Pampilhosa da Serra (47,17%), segundo os dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna – Administração Eleitoral.
Na primeira volta das eleições presidenciais, a 18 de janeiro, a taxa de abstenção situou-se nos 50,3% na Nazaré, nos 42,74% em Pombal, 50,13% na Murtosa, 40,87% em Alvaiázere, 45,34% em Mira, 39,01% na Marinha Grande, 39,31% em Figueiró dos Vinhos e 45,13 na Pampilhosa da Serra.
Por sua vez, os quatro dos 68 concelhos em situação de calamidade com menor taxa de abstenção foram Vila de Rei, com 29,84%, Sardoal (30,70%), Mação (32,54%), Constância (33,90%) e Penamacor (34,18%).
António José Seguro foi o vencedor em todos os 68 concelhos em situação de calamidade.
O segundo sufrágio da eleição que decidiu o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa realizou-se numa altura em que dezenas de concelhos do país, sobretudo nas regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo, enfrentam perdas e estragos provocados pelas depressões Kristin e Leonardo, com a destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, queda de árvores, aluimentos, e cortes de energia e de abastecimento de água.
Três municípios – Alcácer do Sal (Setúbal), Arruda dos Vinhos (Lisboa) e Golegã (Santarém) – assolados por cheias, decidiram adiar a eleição para o dia 15 de fevereiro por considerar que não estão reunidas as condições de segurança necessárias para a realização do ato eleitoral.
António José Seguro foi hoje eleito Presidente da República com dois terços dos votos expressos, com cerca de 3,48 milhões, quando faltam apurar 20 freguesias.
André Ventura obteve mais de 1,7 milhões de votos.
O Presidente da República eleito alcançou uma percentagem próxima dos 67%, enquanto o líder do Chega superou os 33%.
O novo Chefe de Estado toma posse em 09 de março.










